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segunda-feira, 2 de maio de 2011

O clássico dos clássicos como deve ser



Coloque um clima de guerra, tensão do início ao fim, semifinal de Campeonato Paulista, disputa por penaltis, expulsões, discussões sobre a arbitragem, temperado por uma leve garoa num domingo a tarde e você terá os ingredientes para um clássico do porte de Palmeiras e Corinthians.


Durante toda a semana o lado alvi-verde da força reclamava quanto à escolha do árbitro Paulo Cesar de Oliveira para apitar o dérbi. Já os alvi-negros não ficaram satisfeitos com a divisão das torcidas no Pacaembú. O chute no vácuo de Valdívia e as declarações de Dentinho também deram uma apimentada a mais no duelo.


Dentro de campo, pelo menos no 1º tempo, viu-se mais briga do que futebol. O zagueiro Danilo foi expulso após ter aplicado um "carrão" em Liédson e Valdívia saiu após dividida com o vácuo em um lance cômico. Aí você pensa: "Agora o Corinthians vai dominar a partida!". Errado!


O Palmeiras foi superior durante os 90 minutos, criou mais oportunidades, não deixou o Corinthians jogar e soube se virar com um jogador a menos. dois, na verdade. Porém, desperdiçou muitas chances. Méritos para Julio Cesar e...tá, só para o Julio Cesar, que não conseguiu evitar o 1º gol palmeirense.


Aí depois do tento alvi-verde você diz mais uma vez: "Agora não tem mais jeito, vai dar Palmeiras". Errado novamente. Passam-se alguns minutos e Willian em um dos poucos lances oportunos, marca um gol chorado e deixa tudo igual.


E então as duas equipes parecem se contentar com a disputa de pênaltis que está por vir. E veio. Os corintianos aflitos. A lembrança de São Marcos e as Libertadores de 1999 e 2000 vêm à tona, o retrospecto palmeirense é amplamente maior. Aí você diz...não! Chega! Você não vai dizer mais nada pois estará errado novamente!


Na disputa deu para ver que os batedores estavam muito bem treinados. Nas primeiras 5 cobranças todos foram eficientes. Mas quando chegou a hora de João Vitor cobrar, o desfecho do dérbi começou a ser pintado de preto e branco. Julio Cesar defendeu a cobrança e logo depois Ramirez (o Cachito) converteu a penalidade, dando a vitória e a classificação para a final do Paulistão 2011 ao Timão.


Para os alvi-negros: "Legal! Não vamos ficar 20 dias sem ver o time jogar."


Para os alvi-verdes: "Poxa, cadê o Marcelinho numa hora dessa?"

domingo, 1 de maio de 2011

Quem disse que técnico não ganha jogo?

A atriz Fernanda Paes Leme escreveu em seu twitter uma frase que acabou repercutindo bastante: “Perder para o Santos é licença poética”.
O torcedor são paulino não pode (e não deve) achar que o time é desqualificado simplesmente porque foi eliminado no Campeonato Paulista. O elenco do São Paulo é muito forte, do mesmo modo que os 11 que entraram em campo na tarde do sábado no Estádio do Morumbi.
Discussões à parte, o Tricolor dominou amplamente o primeiro tempo do jogo, criando muitas chances de gol e sempre chegando com perigo na meta de Rafael. O problema é o de sempre: o time cria as oportunidades e desperdiça. É preciso treinar finalização, é preciso ser mais preciso, se é que você me entende.
No intervalo, o técnico santista Muricy Ramalho realizou uma alteração inusitada. Tirou o atacante Zé Eduardo, responsável por fazer gols no time do Santos, e colocou em campo Bruno Aguiar, zagueiro raçudo, mas sem tanta qualidade técnica.
O torcedor estranhou.
Há quem tenha chamado o tetra-campeão brasileiro de “burro” ou “retranqueiro”, pode ter certeza disso.
A questão é que poucos entenderam o que o treinador do Santos pretendia com a alteração. Era simples e nítido!
Elano, Ganso e Neymar, os três principais jogadores do Peixe, não conseguiam segurar a bola lá na frente e direto e reto o Tricolor atacava e acuava o adversário.
A solução encontrada foi fechar a defesa com três homens, soltar os laterais Jonathan e Léo (que adoram atacar) e deixar Elano, Ganso e Neymar flutuando perto da zona defensiva do São Paulo.
Deu no que deu.
Dois times com características semelhantes, mas um deles tinha craques, o outro não.
E os craques fizeram a diferença.
Muricy fez a diferença e o Santos levou mais essa.
Que jogo!


Por Gabriel Carneiro

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Libertadores: roteiro cinematográfico

Santos 3x1 Deportivo Táchira
37 mil santistas tomaram o Pacaembu no fim da tarde desta quarta-feira, 20 de abril.
E certamente nunca esquecerão a data.
Viram um Santos seguro, confiante, absoluto dentro de campo contra o fraquíssimo Táchira/VEN.
Há um tempinho atrás todo mundo imaginava que o Santos, por causa do início complicado, fosse se dar mal logo na primeira fase da Libertadores.
Adílson Batista não conseguiu arrumar o time, nem Marcelo Martelotte.
Entendo e respeito a teoria de alguns de que técnicos devem ter um tempo de adaptação para que comecem a ser cobrados por resultados.
Mas somos obrigados a admitir, principalmente depois dessa partida, que a demissão de Adílson e a contratação de Muricy Ramalho salvaram a temporada do Santos.
Um time apático, sem brilho e sem brio se transformou numa máquina de pressão, de marcação e de vibração.
O Santos renasceu.
Dos pés de Neymar, Jonathan e Danilo saíram os gols que coroaram mais uma grande atuação do Peixe da Vila Belmiro, ou do Pacaembu.
É como a torcida não parou de entoar das arquibancadas: “Tiraram onda bem antes da hora, mas essa camisa tem que respeitar. Já fez seu nome pelo mundo inteiro, é o nosso amor primeiro, é o Leão do Mar!”.
Argentinos Jrs 2x4 Fluminense
Para o Tricolor das Laranjeiras, ao contrário do pensamento pitagórico, os números não significam nada. Nem a matemática, nem as probabilidades, nem as porcentagens, nem as críticas, nem nada.
Quando o Fluminense quer, ele consegue.
Bastava usar a única tática que ainda não havia usado nessa Libertadores: jogar bem.

Muricy, aquele mesmo que mudou o espírito e classificou o Santos, foi o algoz, não conseguiu fazer o Fluminense jogar bola durante sua passagem.
Saiu e o time continuou sem render.
Talvez para dar mais emoção no final, pois é assim que o Fluminense vai.
Os admiradores do futebol guerreiro e incansável devem levantar-se e aplaudir. Classificação honesta e bonita.
É uma pena não termos mais Nelson Rodrigues para invocar uma daquelas crônicas épicas e inesquecíveis.
Ele certamente renovaria a afirmação de que “
...o melhor time é o Fluminense.  E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos”.
Nesse caso, pior para a matemática.
Vida Dura
Milagres à parte, é bom ver que todos os brasileiros que entraram na fase de grupos da Libertadores conseguiram a classificação.
E é agora que a competição começa a ficar tensa e ainda mais empolgante.
Confira as chaves:
Cruzeiro x Once Caldas
América/MEX x
Santos
Junior Barranquilla x Jaguares
Cerro Porteño x Estudiantes
Libertad x Fluminense
LDU x Vélez Sarsfield
Internacional x Peñarol
Universidad Católica x
Grêmio
CRUZEIRO X SANTOS e INTERNACIONAL X GRÊMIO nos aguardam nas quartas-de-final.
Emoção à flor da pele? É, talvez, talvez...


Por Gabriel Carneiro

domingo, 17 de abril de 2011

"Misto quente" do Corinthians vence na última rodada


                 
Tinha tudo para ser o pior jogo da rodada. De um lado, o Corinthians, já classificado e com apenas 3 jogadores considerados titulares. Do outro, o Santo André, já rebaixado e preocupado com o jogo da próxima quarta-feira contra o Palmeiras pela Copa do Brasil.

Pode não ter sido o melhor jogo, mas ficou longe de ser um jogo monótono, pelo menos para o torcedor corintiano, que viu desde o início da partida os reservas do Corinthians movimentando muito bem a bola, criando oportunidades e levando perigo ao goleiro Neneca.

Mas, se por um lado o meio de campo tocava bem a bola, o ataque não convencia nem um pouco. Edno, que não é centroavante, pouco era acionado, e quando recebia a bola, desperdiçava chances claríssimas de gol.

Apesar das falhas, ficava visível que era qustão de tempo para que o 1º gol alvi-negro saísse. E saiu dos pés, ou melhor, da cabeça de Paulo André aos 21 minutos. O zagueiro não atuava desde Outubro, devido a uma lesão no joelho, e retornou em grande estilo atuando de forma segura na defesa, além, é claro, de ter marcado um gol.

Depois disso, o Corinthians administrou bem a partida até o final da primeira etapa dominando o Ramalhão que não deu trabalho algum ao goleiro Rafael Santos.

No segundo tempo, as equipes voltaram com as mesmas formações e as mesmas características. O Corinthians atacava e o Santo André defendia. E quando o Santo André defendia, o Corinthians, por incrível que pareça, atacava.

Ficaria assim até o final. O Corinthians garantia sua vaga na 3ª colocação e esperava apenas o apito do árbitro para voltar para casa. Mas, o que "apimentou" a partida foi o terceiro gol do Santos na Vila Beumiro que, devido ao número de gols marcados, passava o Timão na classificação do campeonato. No entanto, faltando três minutos para o fim da partida, Edno apareceu na área e, também de cabeça, marcou o gol que devolvia a 3ª colocação ao alvi-negro da capital.

Pontos curiosos: O Corinthians praticamente jogou com o mesmo time os 90 minutos da partida. A exceção se deu pela entrada do Volante Nenê Bonilha, revelação do Paulista de Jundiaí que jogou incríveis 30 segundos de partida com direito a dois toques na bola. Ele entrou no lugar do aplaudidíssimo Bruno César, que parece ter reencontrado o bom futebol.

Foi um teste razoável para os reservas que mostraram um bom serviço para o técnico Tite. Agora o Corinthians enfrenta o Oeste no domingo de Páscoa pelas quartas-de-final do Paulistão.

Por Rafael Costa

Paulistão?

Neste Domingo, a primeira fase do Campeonato Paulista de 2011 foi encerrada.

Definidos os quatro times que disputarão a Série A2.

Definidos, também, os outros quatro que disputarão as quartas de final.

Contra os já definidos em 2010, São Paulo, Palmeiras, Cortinthians e Santos, graças ao imenso número de oito classificados que o regulamento propôs e os clubes assinaram.

O recém chegado São Bernardo, o Grêmio Prudente, o Noroeste e o Santo André despediram-se melancolicamente, embora merecessem a companhia de pelo menos Ituano, Bragantino, Linense e Botafogo.

Não é afronta aos clubes ou às cidades, mas sim ao péssimo futebol que o Paulista-11 apresentou. O ex-Barueri e o Ramalhão caíram duas vezes em menos de seis meses. Tão ridículo quanto a rima formada no período anterior.

Entre os oito primeiros poderiam pintar Paulista ou São Caetano. Americana não, pois o negócio é futebol e não o contrário.

O São Paulo começa a ganhar nova cara com Carpegiani, assim como regularidade. Esta, o Palmeiras de Felipão tem de sobra e o Corinthians de Tite e o Santos de Muricy buscam incessantemente.

Os dois primeiros colocados, por coincidência, não venceram na última rodada. Empate entre tricolores e o Oeste e vitória da Macaca contra os verdes.

O Peixe e o Timão venceram, sem levar gols e mativeram suas posições.

Futebol fraco, sonolento, infinitas rodadas e um mata-mata, que só mata o trabalho de  19 rodadas em uma tarde de domingo.

Paulistão só no tamanho da tabela e na incompetência dos cartolas!

Por Bruno Grossi

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Santos Renasce

14 de abril de 1912.
Em viagem inaugural, depois de zarpar de Southampton/ING em direção de Nova York/EUA, o maior navio de passageiros do mundo, o Titanic, colide com um iceberg e naufraga. Fruto de trabalho árduo e com tecnologia de ponta, era considerado “inafundável”. Destino tenebroso.
14 de abril de 1912.
Na cidade de Santos, três rapazes idealistas se reúnem para fundar um clube de futebol. O grande sonho era que um dia se tornasse o maior time da cidade. Destino inimaginável.

14 de abril de 2011.

No dia do seu aniversário de 99 anos, quem deu bola mais uma vez foi o Santos Futebol Clube.
Com muitos desfalques, o time foi ao Paraguai encarar o Cerro Portenho, líder do grupo 5 da Libertadores.
A vitória era simplesmente fundamental, o time estava sob pressão por todos os lados. Jogo fora de casa, estádio lotado, muitos desfalques, aniversário do clube... e o renascimento do Santos na Libertadores ficou nas mãos dos 11 guerreiros que entraram em campo sob a batuta de Muricy Ramalho.
E foi justamente a interferência do treinador que fez o Santos atuar de forma organizada e equilibrada. Os jogadores sabiam, pela primeira vez na competição, o que tinham que fazer em campo: defender, catimbar, mas nunca negar a mentalidade ofensiva.
E assim foi.
O maestro Paulo Henrique Ganso deu o tom e seus eficientes companheiros colocaram a bola dentro das redes adversárias duas vezes. Danilo e Maikon Leite foram os autores dos gols.
O Cerro diminuiu a vantagem no final, mas nada que pudesse assustar.
Nem o santista mais fanático imaginaria que essa partida fosse ser tão fácil.
O Peixe se comportou como time guerreiro, mas não teve muito trabalho, o Cerro não esboçou reação, apenas aceitou a simples condição de time pior.
“O fragor das batalhas memoráveis” prenunciado pelo padre Paulo Horneaux de Moura deu a tônica da vitória que reanimou o Santos na competição continental.
Ninguém mandou desconfiar do Santos...
Deram a brecha. 99 anos e mais vivo do que nunca.


Por Gabriel Carneiro

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pós-jogo: Santos 3x2 Colo Colo

Aposto que você lembra do time de futebol que fez mais sucesso no ano de 2010 e encantou todo o país, certo? Aquele dos moleques... aquele que sempre goleava e jogava bem, e que ninguém conseguia vencer... o Santos? Pois é.  Depois de se esconder por trás do “futebol de resultado” proposto pelos treinadores Adílson Batista e Marcelo Martelotte e de ver a torcida dar as costas ao time, o Santos resolveu voltar a ser Santos na noite de ontem.

Desesperado com a possível eliminação na 1ª fase da Taça Libertadores (o time só tinha 2 pontos até então), o Santos entrou em campo com uma nova mentalidade e querendo atacar o chileno Colo Colo desde o início. Ainda nervoso, não conseguia concatenar jogadas de efetividade, mas continuou buscando com base no toque de bola rápido e nos chutes de média distância, já que o goleiro adversário, Castillo, não é o que se pode chamar de melhor goleiro do mundo.

Até que resolveu deixar o nervosismo de lado e pensar o jogo. Com cérebros como os de Elano, Paulo Henrique Ganso e Neymar, não deu outra. O Santos tocava a bola e batia no gol, insistentemente. Uma hora tinha que sair. E saiu. Elano, de falta, marcou o primeiro e incendiou a lotada Vila Belmiro, feliz e confiante.

Não demorou para o volante Danilo anotar o segundo. Esse jogador, inclusive, foi uma grata surpresa da partida de ontem. Ele não vinha fazendo exibições convincentes, mas ontem foi um dos melhores em campo, sem dúvidas. No segundo tempo, o Santos buscou o controle do jogo, mas não contava com a perda do controle emocional.

Vamos por partes, como diria Jack, o Estripador.

Neymar fez jogada linda, típica dele mesmo e marcou o terceiro do Peixe, para o total êxtase da torcida.
Alegre, foi comemorar o gol e colocou uma das máscaras com seu rosto que haviam sido distribuídas ao torcedor do Santos antes da partida. Como já tinha cartão amarelo, acabou expulso. Discussões de regra à parte, o Santos ficou enfraquecido com a perda do melhor jogador.

O clima esquentou e o Santos ainda viria a perder Zé Eduardo e Elano expulsos. Grande problema para ser resolvido na próxima quinta-feira, quando o Peixe visita o Cerro Portenho no Paraguai em busca de tranqüilizar sua situação na Libertadores. E o grande reforço será o novo técnico, Muricy Ramalho, que vai ter muito trabalho pela frente.

Lembrando, é claro, que o time tomou um grande sufoco perto do final da partida, quando o Colo Colo reagiu, marcou dois gols e graças à sorte do Peixe, ficou por aí mesmo. Uma das primeiras missões de Muricy será o de acalmar o time e dar aquela noção de “fez, segura”, se é que você me entende.

Com novo fôlego na competição continental, a torcida santista canta extasiada e pode continuar sonhando com a terceira estrela.

Por Gabriel Carneiro

Tricolor por tricolor, deu São Paulo Vencedor



No duelo decisivo entre tricolores na última quarta-feira pela Copa do Brasil, o São Paulo levou a melhor sobre o Santa Cruz. Os 21.056 pagantes que praticamente lotaram a Arena Barueri presenciaram um jogo digno de mata-mata, com direito a pênalti perdido e 4 expulsões.

O Santa Cruz havia vencido a primeira partida no Recife pelo placar de 1 x 0 (gol contra de Rodrigo Souto) e veio à São Paulo jogando pelo empate para garantir a classificação para as oitavas de final da competição nacional. Sabendo que não se tratava de uma tarefa nada fácil, o técnico José Teodoro decidiu adotar uma formação mais defensiva , apostando nos contra-ataques. O que ele não esperava era ver a abertura do placar logo aos 9 minutos do 1º tempo, após a cabeçada do zagueiro Rhodolfo. Depois disso o Tricolor paulista dominou a partida, não dando espaço para os pernambucanos, que se preocupavam mais em bater do que em jogar. Bateram, bateram e bateram até que aos 42 minutos do 1º tempo o zagueiro André Oliveira do Santa Cruz cometeu um pênalti sobre Dagoberto, em um lance totalmente desnecessário, já que o goleiro Thiago já possuía a pelota em suas mãos enquanto o zagueiro, que já possuía um cartão amarelo na conta, empurrava o atacante dentro da grande área. Um gol àquela altura decidiria a partida, mas Rogério Ceni, ao melhor estilo Loco Abreu, desperdiçou a penalidade e o Santa continuou no páreo, porém com um jogador a menos.

O 2º tempo começou do jeito que terminou o 1º: paulistas no ataque e pernambucanos na defesa, tentando alavancar contra-ataques que surtiam pouco efeito. Como o resultado levava o duelo para os pênaltis, o Santa decidiu se fechar por completo, marcando muito forte os donos da casa. Destaque para a fortíssima marcação de Everton Sena que, simplesmente, não deixou o jovem talento Lucas sequer tentar uma jogada de efeito, o atrito entre os dois terminaria na expulsão de ambos faltando 3 minutos para o final da partida. Quando o jogo estava morno o suficiente para que o internauta fizesse uma pergunta aos comentaristas da partida, Ilsinho tabelou com William José, invadiu a área e anotou o segundo gol do São Paulo, que só administrou a partida a partir dali. Com o segundo gol, o Santa Cruz se perdeu em campo, foi para o tudo ou nada, mas acabou ficando com o nada, além de mais duas expulsões para deixar a eliminação ainda mais amarga.
        
A grande verdade é que: Faltou técnica no toque de bola e nas finalizações da equipe de Recife, que se contentou com o placar de 1 x 0, mas esqueceu que do outro lado estava um time três vezes campeão continental e mundial e seis vezes campeão brasileiro. Contra um time grande é preciso também jogar como um, e por ter pecado nesse aspecto, o Santa Cruz volta a Recife com uma eliminação nas costas que podia ter sido evitada, não fosse a falta de crença em seu potencial.

O São Paulo segue na Copa do Brasil e enfrentará o Goiás na próxima fase. O jogo será dia 20/04 no estádio Serra Dourada com a possível estréia de Luis Fabiano, o “Fabuloso”.

Por Rafael Costa

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O Shaktar é um bom time.

O Shaktar Donetsk é um bom time, muito bom, por sinal.

Ataque rápido, meio campo habilidoso e criativo. A defesa é o ponto fraco: jogadores inseguros e sem recurso, além das faltas (muitas delas). São sete brasileiros no total: Jadson e Fernandinho (ex-CAP), Willian(ex-Corinthians), Alex Teixeira (ex-Vasco), Douglas Costa (ex-Grêmio), Luiz Adriano (ex-Inter) e Eduardo da Silva (naturalizado croata e ex-Arsenal).

A aposta do megamilionário que preside o clube funcionou: jovens talentos do Brasil estão sempre na mira, pois rendem um bom time e um bom dinheiro numa futura negociação.

Os ucranianos passaram em primeiro na fase de grupos e eliminaram com tranquilidade a Roma.

Basta ver a reação dos zagueiros ao saberem quem seria o adversário das quartas de final para saber o bicho que teriam que enfrentar.

Um bicho de onze cabeças, assustador pra quem joga contra, uma obra de arte pra quem é fã de futebol.

Todo fundamento, toda tática, todo futebol se resume a uma palavra: Barcelona.

A atuação de hoje não foi das melhores, mas isso não interfere: 5x1 no placar e vaga quase garantida para enfrentar o  quase garantido arquirrival de Madrid.

Que por coincidência também levou cinco no Camp Nou.

Aposentadoria de Ronaldo, cem gols de Rogério Ceni e Barça: a história aparecendo na nossa frente.

Dani Alves errou muito, mas fez gol e deu assistência.
Messi não faz gol há 4 jogos.
Xavi participou menos o que o habitual.
Puyol ficou de fora e Busquets jogou improvisado na zaga.
O meio perdeu em criatividade com Keita e Mascherano.

Não importa, 5x1. Barcelona é pura arte, é arte pura, é simplesmente, futebol.

Por Bruno Grossi

domingo, 3 de abril de 2011

Pós-jogo: SANTOS 0X1 PALMEIRAS

O que esperar do duelo entre a melhor defesa e o melhor ataque do Campeonato Paulista? Um leigo em matéria de futebol certamente diria: o time com melhor ataque vai pressionar e o outro vai se defender o tempo todo. Às vezes o futebol é tão simples de entender que os prognósticos acabam se confirmando. O Santos x Palmeiras realizado na tarde do domingo no estádio da Vila Belmiro foi um jogo daqueles de ataque contra defesa.

Em jogo, além da rivalidade, estavam um pequeno tabu de dois anos do Santos em relação ao Palmeiras e também a liderança do Paulistão. O Peixe começou fazendo o que gosta de fazer e partindo para cima do Verdão, que suportava muito bem as investidas do badalado trio Elano, Ganso e Neymar. Aos poucos o visitante se encontrou em campo e passou a jogar de igual pra igual. 

O legal da partida foi ver a garra dos atletas em campo, lutando pela bola e tentando achar o melhor caminho. Nenhum dos dois deu mole e o torcedor teve a oportunidade de acompanhar um jogo bastante interessante. Apesar dos dois já estarem classificados para a próxima fase do Paulistão, ninguém tirou o pé. E olha que teve muita bola dividida!

E nessa onda de bola dividida quem se dá melhor é quem luta mais! O Santos não conseguiu usar a arte para abrir o marcador e viu o Palmeiras, com base no contra-ataque e na eficiência ofensiva, dar números à partida que era disputada lá e cá. O gol do palmeirense Kléber acabou saindo em um momento que o Santos jogava melhor e parecia poder abrir o placar a qualquer momento.

Ah, tudo bem... acho que é só para mostrar um pouquinho de como o futebol também pode surpreender.


Agora vamos cornetar que eu não sou de ferro...
Palmeiras – não é tudo isso. Uma equipe funcional cuja maior qualidade é ter a noção de que não é grande coisa. Bom sinal? Talvez... O “efeito Felipão” tem surtido resultados, mas é um panorama instável. Um adversário com maior qualidade técnica e mais agressividade pode derrotar facilmente o Verdão.


Santos – o Peixe está precisando se colocar no lugar certo. Os jogadores estão falando demais e jogando de menos. Sabe aquele time de “mão na cintura”? Os atletas estão cansados de pedir coisas ao Santos, como aumentos salariais e etc, mas será que já não está na hora de dar alguma coisa ao time? Quarta-feira (Libertadores) já está chegando, e aí Santos?

por Gabriel Carneiro.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

100!


Uma feliz geração do passado viu os mestres do futebol, viu o milésimo gol de Pelé, viu o Rei Pelé. Outra geração sofreu com o revés daquela que poderia ser a maior seleção de todas em 1982. O futebol mudou, mas o mais novos não ficaram atrás e em 2011 já presenciaram fatos épicos. Há pouco tempo, Ronaldo Fenômeno abandonou os gramados e espera ansioso pela despedida da seleção em junho, contra a Romênia.

O dia 27 de Março ficará marcado pra sempre e a marca alcançada tardará a ser superada. Rogério Ceni, unanimidade entres os sãopaulinos, talvez odiado pelos rivais, mas não há como negar que mesmo os corintianos, vítimas do centésimo gol, não tenham se orgulhado de presenciar um momento único. O gol de número cem veio com a quebra de um tabu de quatro anos.

A próxima marca? 1000 jogos, e mais uma vez, em 2011.


Do Blog do Grossi, por Bruno Grossi

domingo, 27 de março de 2011

O Majestoso: Centésimo marcado e tabu quebrado!

Os técnicos e as escolhas:Paulo Cesar Carpegiani sacou da equipe titular os dois jogadores que foram mal no meio de semana em Jundiaí: Casemiro e Marlos. Ilsinho era o meia mais avançado, apesar de atuar bem aberto pela direita, no mesmo lugar onde Lucas deve entrar. Rodrigo Souto e Carlinhos marcavam no meio com o apoio de Jean.

Tite não fez nenhuma mudança drástica e veio com o que tem de melhor: uma linha de três meias: Morais, Jorge Henrique e Dentinho, municiando Liédson. Na parte defensiva, os mesmo jogadores que vem se saindo bem, apesar de contestados, casos de Fábio Santos e Leandro Castán.

Desempenho dos jogadores:
Rogério Ceni - Só vendo. - 100
Rhodolfo - Firme na marcação, foi o melhor do trio de zaga. - 8
Alex Slva - Tirou muitas bolas, mas estava muito afobado. - 6,5
Miranda - Atuação estranha e insegura. - 6
Jean - Incansável, quase marcou um golaço. - 7,5
Rodrigo Souto - Sem ritmo de jogo, mas com muita vontade. - 6,5
Carlinhos - Mais uma vez bem nos desarmes. Ainda peca na saída de bola. - 6,5
Jr. César - Com muito menos ritmo, bela partida, apesar de não ter apoiado muito. - 7
Ilsinho - Foi muito bem, até que cansou e é isso que irrita os tricolores. - 7,5
Fernandinho - Ainda abaixo do que estava antes da lesão. - 6
Dagoberto - Não fosse o excesso de vontade receberia a nota mais alta da linha. - 7,5

Júlio César - Duas bolas indefensáveis e uma boa defesa. - 6,5
Alessandro - Líder do time, fazia uma boa partida e perdeu a cabeça. - 5,5
Chicão - Talvez esperasse mais trabalho com Fernandinho - 7
Leandro Castán - Subiu um centímetro na barreira. - 5,5
Fábio Santos - Bons cruzamentos, sacrificado pela necessidade do gol. - 6,5
Ralf - Bem nos desarmes como de costume. - 7,5
Paulinho - Foi bem ao ataque e é a cara do Ramirez. - 6,5
Morais - Nos poucos lances em que participou, levou perigo. - 6,5
Jorge Henrique - Boa movimentação e irritou a zaga sãopaulina. - 7
Dentinho - Não revidasse um lance de jogo, seria o melhor do Timão. - 7,5
Liédson - Dois lances de extremo perigo. - 7

Marlos - Entrou para puxar o contra-ataque e matar o jogo, entendeu só metade. - 6
Casemiro - Deu fôlego na marcação. - 6,5
Rivaldo - Pouco tempo. - sem nota

Ramírez - Apareceu bem e é a cara do Paulinho. - 6,5
Willian - Tentou incendiar o jogo. - 6,5
Danilo - Pouco tempo. - sem nota

O resultado:
Um gol no final da primeira etapa, o centésimo de Ceni no início do segundo tempo e a expulsão de Alessandro indicavam um possível massacre tricolor.

O Corinthians reagiu bem e viu o São Paulo perder Dagoberto, também expulso, além de Dentinho diminuir a diferença. Todos os glos de fora da área.

O mesmo Dentinho, que nunca havia perdido para os sãopaulinos, era o melhor em campo, mas infantilmente, revidou uma falta de jogo. Um chute nas partes baixas de Rodrigo Souto: expulsão para o garoto corintiano.

Os alvinegros eram pura pressão, mas as chances claras eram tricolores. Marlos desperdiçou duas, uma sendo fominha e a outra tocando fraco para Rivaldo. Júlio César fez bela defesa no que seria um golaço de Jean.

Rogério Ceni? O Capitão Tricolor fez duas maravilhosas defesas, saindo nos pés de Liédson e em bola desviada por Jorge Henrique e Júnior César. Aaah, ele também fez o centésimo gol na carreira.

Depois de justos seis minuots de acréscimo, o triunfo tricolor aconteceu com a mesma justiça.


Do Blog do Grossi, por Bruno Grossi